Acho que o governador de Santa Catarina perdeu completamente a noção do perigo. Acredito que os últimos movimentos do LHS deixaram os auxiliares mais sensatos de cabelos em pé. Não é possível que alguém pretenda que uma seqüência tão espetacular de eventos, no mínimo, insólitos ocorra por acaso. Numa caprichosa coincidência engendrada pelo Universo, esse brincalhão.
E, se foi um encadeamento planejado, demonstra o estado de completo delírio em que se encontra o chefe de estado (o chefe de governo é o grupo gestor).
Em pleno carnaval materializa-se, diante dos olhos atônitos dos telespectadores sonolentos, um mágico marroquino, uniformizado com camiseta governamental. Foram buscar, pra lá de Marraquesh, alguém capaz não só de fazer sumir dinheiro (habilidade que fez enorme falta ao ex-presidente da Fatma e ao ex-servidor da Secretaria da Fazenda, Aldinho Hey Neto), mas, principalmente, de fazer desaparecer no ar, numa nuvem de fumaça colorida, os processos, as provas e demais papéis que têm causado tantos dissabores ao LHS.
Não satisfeito, LHS empenha mais uma vez dinheiro público para realizar um super-hiper-mega festival internacional de mágica na ilha… da magia. Franklin Cascaes revira-se no túmulo e as bruxas, agitadas com tamanha desfaçatez dão razantes, tentando fazer com que o pessoal acorde e perceba onde está se metendo.
Logo em seguida, LHS reune o secretariado para tratar do WTTC, um super-mega-hiper evento que colocará Florianópolis e suas praias de águas limpas, no centro da atenção mundial, já agora, em meados de 2009, quando o aeroporto da capital já terá colocado em funcionamento uma salinha adicional de embarque, obtida graças ao fechamento da sala reservada aos clientes vips da TAM.
Estão inclusive negociando que todos os convidados especiais (entre os quais dezenas de alegres jornalistas de coquetel que virão às expensas do nosso rico dinheirinho) cheguem ao aeroporto antes da meia-noite. É que depois não há taxis (a turma dorme cedo e a prefeitura não tem controle sobre eles). Ah, claro, convidados do LHS não precisam de taxis, usam ônibus e vans fretados, mas em todo caso é bom não arriscar.
LHS então emenda reunião para reforçar as providências para instalação da filial da escola francesa de administração, reafirmando o fim do instituto do concurso público para servidores públicos. Garante, com isso, uma reserva de mercado para a filial. E joga uma pá de cal na Esag e demais escolas de administração que foram construídas ao longo dos anos em Santa Catarina.
Tudo isso aconteceu com poucas horas de diferença entre uma reunião e outra. Não tiveram tempo, os nefelibatas que nos governam, de tratar de miudezas. Parece que acreditam mesmo no poder da mágica: shazam! e os hospitais públicos tornam-se centros de saúde e deixam de ser locais de humilhação, sofrimento e desesperança. Hocus-pocus! e as baías, mangues e outras águas litorâneas, deixam de ser repositório de excrementos, metais pesados e todo tipo de porcaria. Alacazam! e os contribuintes/eleitores conseguem movimentar-se rápida e facilmente nas cidades, em sistemas de transporte coletivo público que entre outros confortos, tem ar condicionado.
Depois o louco sou eu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário